sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A-HA chegará ao fim em 2010

É com pesar no coração que informo que o A-ha chegará ao fim em 2010, essa é uma noticia que não gostaríamos de dizer assim tão cedo, pois embora a banda já tivesse alguns bons anos de carreira, perto de outros artitas que já passam dos 30 ou 35 anos de trabalho, realmente é penoso ter que entender isso.
Justamente por isso não busco no presente momento motivação para terminar as resenhas nos álbuns seguintes (Lifelines2 2002, Analogue, 2005 e Foot of Mountain 2009)
O Blog seguirá normalmente, mas pra mim soa como o dia em que a MÚSICA, A VOZ E POESIA morreram! Uma banda que eternamente estará no nosso coração, do mesmo modo que o mesmo foi tocado por canções no mínimo épicas, com letras profundas e complexas, mas também simples, uma melodia marcante e inconfundível, e uma vocalista com um dos timbres mais raros e preciosos que já se ouviu...
ADEUS A-HA! Obrigado por nos fazer felizes, temos o seu legado guardado no coração e na alma para sempre!!!

domingo, 9 de agosto de 2009

A-ha- Minor Earth Major Sky


Ano 2000, 7 anos separados, estávamos às portas do novo século o A-ha retorna para a felicidade dos seus fiéis seguidores. Morten Harket, Magne Furuholmen e Pal Waaktar- Savoy durante esse tempo cuidaram creio eu mais de suas vidas particulares, um período para seus trabalhos individuais, em fim, um ciclo de reflexão para eles.

Uma pergunta ficava: Como estariam eles? Será que seriam capazes de fazer um bom trabalho como os anteriores? Ok vou ser direto... Gosto demais deste trabalho em particular (não é apenas por ser fã, pois procuro ser crítico com relação ao trabalho de qualquer artista até o limite do meu modesto entendimento).

Uma das primeiras coisas que se pode notar com relação às músicas é a maior participação de Morten e Mags na composição das letras parece que eles voltaram mais unidos do que nunca neste quesito, cada um dando a sua contribuição. As letras são um pouco mais ‘fáceis’ do que os álbuns anteriores, mas a velha melancolia do A-ha segue forte com pitadas de romantismo.

A primeira faixa Minor Earth Major Sky é muito legal, Mags certa vez disse que poderia dizer que ela é uma oração, e é mesmo afinal a temática que o A-ha tanto gosta (e eu também), de um sujeito sozinho em um lugar desconhecido, sem rostos conhecidos, onde ele tenta e tenta mas nada dá certo, parece que seu único consolo é a existência de um “céu maior perante uma Terra menor”.

Little Black Heart é bem legal também, ela sonoramente traduz um pouco do que eles fizeram neste álbum, um misto de batida eletrônica com momentos mais de “cordas”, tudo na medida certa.

Velvet, tenho que dizer que esta canção é pra mim muito especial, mexe muito comigo pois ela fala praticamente de alguém que eu conheço, situação muito parecida seria mesmo um absurdo da minha parte não mencionar isto, basta os primeiros acordes eu sentir algo muito especial, sobre uma pessoa especial... “Ela tem a pele como o veludo, ela tem o rosto talhado em pedra, seus olhos quando ela sorri nunca avistarão seu lar, mas ouça como ela canta...”. Não que a situação do sujeito da música seja boa, pelo contrário ele se queixa de solidão e frieza da pessoa (só aí que não é bem parecido), mas mesmo assim EU agradeço o A-ha por esta obra prima chamada Velvet. Há e só mais uma coisa... Morten, por favor, me empresta a sua voz??!?

Bem, agora começa outro clássico da fase nova do A-ha Summer Moved On. E quem não gosta desta? Bem os que conhecem os trabalhos mais atuais da banda sim! E pra variar, mais pontos pro Morten, é realmente segurar uma nota durante uma música por mais de 20 segundos não é fácil... (!)

The Sun Never Shone That Day, é boa pra dançar ou bater pé se você não dança (no meu caso srsrs), gosto dela, ou melhor, aprendi a gostar no início não ligava muito, mas fui percebendo que ela tinha uma melodia envolvente, e uma letra interessante onde diz que é normal todos irem embora em algum momento, mudanças de planos... Deixar todos cheios de dúvidas, quando deixar tudo de cabeça pra baixo; ou seja, surpreender a todos com novas decisões.

Let To Win, nesta Morten inicia em um tom mais grave, ótima e bela canção, onde parece que ele fala de brigas com sua companheira – “me cansei das guerras à noite” -, ele confessa que não é tão forte quanto parecia, e não teve força suficiente para deixá-la vencer. Grande música.

The Company Man também é ótima, destaco o instrumental, acho que ficou até melhor do que a linha vocal escolhida.

Bem agora vem Thought That It Was You um dos clássicos modernos do A-ha, especial, misteriosa, mística, envolvente... Não conheço ninguém que não goste desta canção, é uma das canções do A-ha senão a que eu mais me identifico, ela também fala por incrível que pareça de uma situação de vida particular minha, onde mesmo dentro dos elementos complexos da canção eu consigo encaixar todos os pontos e confesso que me emociono muito com Thought That It Was You, e já que ela é uma canção especial pra mim e pra tantas pessoas que já confessaram isto em comunidades e afins, eu vou fazer uma coisa especial, depois do final desta resenha, colocarei a tradução e a minha análise e interpretação pessoal desta pérola.

I Wish I Care, ótimos falsetes do Sr. Harket, outra grande música da fase mais atual, ‘onde ele gostaria realmente de ter se importado, onde ele diz que quer ser amado de verdade ou se não for assim deixe-o ir...’ Ótima letra do Mags.

Barely Hanging On, instrumental e voz muito bons, narra a situação de quando alguém era confiante, mas sem saber o que lhe atingiu por dentro, derrepente já não é o mesmo.

You`ll Never Get Over Me, letra maravilhosa, música linda, dizendo que todos nós temos anseios parecidos, isso fica evidente quando ele diz: “Você diz que quer algo pra se divertir, você não é o único...”, a verdade é que as letras deste álbum não são muito complexas de entender, mas em poucas linhas eles conseguem englobar uma série de situações, obrigando este esforçado amigo escrever mais do que deveria.

I Won`t Forget Her é legal, mas eu não sou apaixonado por esta canção. “Não importa o que aconteça ele não irá esquecê-la, e jamais irá deixar ela se machucar, embora não esteja mais com ela.”

Mary Ellen Makes The Moment Count, é muito bonita esta faixa, fala sobre a solidão de Mary Ellen, talvez sirva de identificação pra muitas pessoas que tem uma vida assim, afinal como diz a canção, “o mundo está cheio de pessoas solitárias”.

Adoro este álbum, acho ele muito aconchegante de se ouvir, inspiradíssimo, o A-ha não é o mesmo, por vezes eu penso que realmente estão melhor, eles voltavam pra ficar...

Conforme eu disse, vou colocar a tradução e a minha interpretação pessoal, desta poesia chamada Thought That Is Was You, como me identifico demais com ela, creio que não terei dificuldade em “decifra-la”.

(Eu pensei que fosse você)

Eu pensei que fosse você

As coisas que você me viu fazer

Eram verdadeiras

Pequeno eu sabia

Você me encontrou em sua alegria

Eu estava lá, um garotinho.

(“Eu pensei que fosse você”, vou esperar mais um pouco pra chegar ao ponto crucial pra entender o que ele quer dizer com isto. Ele diz que foi verdadeiro em suas atitudes, mas sabia que estava numa posição de criançinha, e que foi encontrado por alguém que estava em situação mais agradável, e lá estava ele, um garotinho.)

Minhas sombras não são novas

Minha alma está repartida em duas

Senhor, eu pensei que fosse você

(Seus medos seguem sendo os mesmos, sua alma está repartida, ou seja, ele está divido em uma luta consigo mesmo. “Senhor eu pensei que fosse você”, agora vem uma parte crucial, eu entendo que com esta frase ele quer dizer que, ele está sendo ajudado e tem alguém do seu lado, mas não é o “Senhor”.)

Essa neve de natal que cai

Dá o silêncio para todos nós, amém, amém

(Período de Natal, e reflexão, maravilhoso)

Você conhece o meu pecado mais profundo

Você me viu tão profundo

Então me preencha com o vento

E deixe acontecer o milagre

(A pessoa conhece profundamente as suas falhas, ele pede ajuda, pede para ser preenchido com algo (o vento), pois ele sente um vazio, e espera que um milagre aconteça).

Existe um rio e você sabe

Existe um lugar que costumávamos ir

É onde eu jogo nossas cinzas agora

(Há um lugar onde costumavam ir, onde ele joga as cinzas deles, talvez por não haver restado nada daquilo, algo que se deteriorou, ou não deu certo...)

Eu tenho andado dentro de cavernas

Essas coisas você deve salvar

E lá eu toquei a sepultura.

(Ele andou por lugares escuros, pede ajuda, e num momento mais pesado da linda composição ele diz que chegou à tocar a sepultura, talvez a sua...)

Às vezes eu me sentia tão seguro

Quando eu abria a sua portas

Que não haveria alguém lá

(Ele tinha a certeza que não haveria ninguém com ela, mas parece ter se enganado.)

É isso gente, deste modo eu vivo e interpreto esta canção que tem um significado todo singular na minha vida. Obrigado A-ha!



sexta-feira, 17 de julho de 2009

A-HA – Memorial Beach

O ano é 1993, e já podemos dizer uma coisa o A-ha é outra banda, as mudanças que já vinham se seguindo desde o ultimo álbum, transformaram a sonoridade do trio de forma bem diferente daquela banda da década de 80. E este é o álbum em que o eles estão o mais “Rock” possível, sim o A-ha está simplesmente tocando o seu Rock, em alguns momentos flertando com um som bluseiro.
A verdade é que apartir deste álbum o A-ha começou a ser esquecido no cenário brasileiro. Chegava um momento crucial, ou você seguia firme com eles ou os abandonava pois o som era diferente dos primeiros trabalhos, a fórmula era outra o A-ha chegava a um ponto em que não lhes preocupava tanto o sucesso, não era necessário provar mais nada assumiam seu próprio comando, vale ressaltar que este foi um dos álbuns menos vendidos.
De fato quem escutasse Memorial Beach pela primeira vez poderia dizer o nome de centenas de bandas mas jamais iria imaginar que aquilo era A-ha, só os identificaria pela voz do Morten.
Mas o trabalho é ruim? Definitivamente não! Muito pelo contrário, um trabalho lapidado e brilhante, e vou dizer porque:
A capa (acho muito bonita) nos indica algumas pistas, o A-ha estava sombrio e reflexivo, um lugar deserto, uma praia, um lugar para pensar, lembrar, em solidão... Estou aventando hipóteses afinal uma das palavras chaves do álbum é ‘mistério’.
E a primeira canção é Dark Is The Night For All, letra maravihosa, onde mesmo na escuridão há uma dose de otimismo (não se sinta tão pequena escura é a noite para todos), acho uma das musicas mais bonitas do A-ha, e o Morten no vocal se mostra cantando com uma força e um fôlego de tirar o fôlego...
Move To Memphis vem em seguida, confesso que não sou muito fã desta música, prefiro a versão que foi para a coletânea do “Headlines Deadlines the hits of A-ha”, ela é bem rock, mas mesmo assim não me atrai muito.
Cold Stone é uma viagem ótima, com levadas de guitarra interessantes, são pouco mais de 8 minutos de um momento progressivo, mas sem encher o saco.
Agora pra mim vem a grande obra do álbum junto com a primeira faixa, Angel In The Snow é A poesia, a letra é pequena e simples, acho que se Pal tivesse colocado mais um palavra teria estragado, o arranjo todo é uma perfeição só, ver essa música com o clipe também é algo valioso. Morten Harket ao começar sua participação dizendo Angeeeeeeel com aquela voz ‘sobrenatural’, faz o cara sentir vergonha da própria voz, é um absurdo o timbre do cara. ‘Anjo na neve’ é pra chorar.
Locust é a que segue, profunda, complexa, noturna... Onde há a personificação de um gafanhoto (Locust), contrastando com uma situação adversa, me parece isso, afinal é uma letra difícil. Mas uma das melhores também.
Lie Down In Darkness é uma boa canção, bem descontraída, com os riffs de guitarra de Pal bem evidentes a todo momento, e auxílio de uma backing vocal.
How Sweet It Was é forte, marcada por uma batida empolgante, e lá vou eu ter que falar do Morten de novo (que culpa eu tenho se o cara talvez seja a melhor voz do mundo), o cara simplesmente usa no refrão uns três tons diferentes, na primeira frase ele pega o mais suave posssível, na segunda deixa a voz em um tom médio, e na última desce pra um gravão sensacional. Quero dizer com tudo isso que o domínio com que ele leva a música é maravihoso.
Lamb To Slaughter esta é uma com a letra do Magne, se notar bem esta canção tem uma batida bem tribal, sintomas da nova fase que passava o A-ha, ótima canção.
Between Your Mama and Yourself, é a penúltima canção, mas mesmo sendo fanzaço do A-ha tenho que dizer que acho essa música ruim, sei lá acho ela fraca no geral mesmo, não foi nada A-ha esta canção, uns lances meio insossos sei lá...
Pra fecharmos o disco temos Memorial Beach, que tem um clima bem noturno, sei lá realmente parece que estou sentado em um lugar próximo à praia, umas levadinhas de piano excelentes, está música traz alguma melancolia mas não uma melancolia que “dói”. Fecha muito bem este álbum (o mais obscuro da carreira da banda).
Como dizia em Dark Is The Night For All, “é hora de dizer adeus...”, o A-ha dava o seu adeus...

domingo, 12 de julho de 2009

A-HA – East Of The Sun West Of The Moon.

Sabem caros e interessados amigos que leem estas postagens esforçadas, já me perguntaram algumas vezes qual é o melhor álbum do A-ha, e eu sempre respondo: Pra mim não há um melhor álbum deles, depende muito do dia, da maneia como eu estou me sentindo e tals, afinal acho que esta banda é muito mais de “sentir” do que ouvir. Mas confesso que é por um triz que eu não respondo que o melhor é East Of The Sun West Of The Moon, coisa pessoal mesmo...
Na minha humilde opinião acredito que a banda estava neste álbum lançado em 1990 no seu auge, mas vale fazer uma ressalva importante; o lado mais synth é mais deixado de lado, e trabalhando de forma interessantíssima instrumentos de corda, piano e umas breves e certeiras experimentações. Mags está cheio de feeling com seu piano, assim como Pal na guitarra com acordes precisos e simples, mas escrevendo de maneira cada vez mais complexa e interessante, tornado as letras verdadeiras charadas que desafiam o mais desatento; e claro não podemos esquecer afinal de um certo Morten Harket que parece que a cada ano ficava com a voz mais grave, realmente acho que a fase deste disco foi o auge da voz do Morten também, jamais vi alguém com tamanha gama de possibilidades vocais como este homem! A maneira grave e pesada como ele começa cantando East Of The Sun e depois no mesmo momento suavizando o tom sem que aja uma diferença brusca é notável, assim como em outras músicas como I Call Your Name, fora o timbre que não é humano!
A verdade é que esse disco surpreende os fãs mais ortodoxos, pois como eu falei o lado mais synth é deixado de lado, parece que foi neste ponto que a banda parou de se preocupar de forma excessiva em agradar a gregos e troianos, me parece que o A-ha toma o seu próprio comando de forma mais integral, estão fazendo as coisas de um modo mais livre sem toda aquela histeria que cercava os primeiros trabalhos.
Vale lembrar que Crying In The Rain a primera canção, não é do trio norueguês, e sim uma antiga canção do Everly Brothers, mas acontece que ao som do A-ha esta música ficou maravilhosamente épica, fazer o que né...
East Of The Sun West Of The Moon é um álbum elegante, com composições belíssimas, feito e trabalhado com muita sutileza exigindo o mesmo do ouvinte, para ser apreciado com muita calma, e se assim o fizer lhe será proporcionado uma estupenda viagem sonora à Leste do Sol e à Oeste da Lua!!!

terça-feira, 7 de julho de 2009

A-ha - Stay On These Roads

O A-ha já é consagrado mundialmente, Huting High And Low foi a grande surpresa, Scoudrel Days a confimação de que os “garotos” podiam fazer.
1988 foi a vez de Stay On These Roads esse album foi mais aclamado aqui no Brasil do que na Europa, tendo a faixa título e You Are The One sendo ambas tocadas exaustivamente nas rádios.
O álbum começa com muita força com Stay On These Roads, com uma batida pesada e uma das melodias mais bonitas e marcantes do A-ha, aliás começa com suas raízes Norueguesas com força total: “O frio tem uma voz que fala comigo...”
Essa música me lembra a minha infância confesso que me emociono muito com ela, uma verdadeira poesia suplicada: “Permaneça nessas estradas, nós nos encontraremos meu amor, eu sei!”. Morten Harket já chega dizendo quem é!
Em seguida vem The Blood That Moves The Body e Touchy! Ambas bem dançantes conseguindo assim dissolver o clima carregado que a primeira canção havia deixado, muito legais diga-se passagem clima bem leve e agradável destes dois clássicos. Mas! Como isto aqui é A-ha e a poesia e a melancolia são uma constante This Alone Is Love chega dando as caras, letra maravilhosa do Pal profunda e de complexa assimilação como boa parte das canções da banda, adoro isso essa coisa implícita que nos convoca à reflexão.
Hurry Home é boa, mas considero a mais fraca do álbum, o clima descontraído e dançante predomina nesta composição.
The Living Daylights começa tensa cheia de tensão e em clima de espionagem, ora, afinal ela foi composta para um filme do 007 subestimem essa banda, subestimem!
Um dos pontos altos do disco começa agora There`s Never A Forever Thing essa música é alguma coisa de espetacular, voz, violão, teclado tudo tão encaixadinho, e trabalhado da forma mais sutil possível que não consigo imaginar outra banda fazendo melhor, sublime, fantástico, quase uma canção de ninar.
Como se não bastasse é a vez de Out Of Blue Comes Green, se a anterior é fantásticamente hipnótica, esta é não sei o que (ha, ha, ha...), ok vou tentar com minhas parcas palavras dizer, avassaladora, letra de fazer chorar qualquer pai, mãe e filho também (estou ouvindo ela com lágrimas nos olhos, putz cara o A-ha é supremo), e o Morten meu Deus! É um sobe e desce de notas hora lá em cima hora lá embaixo de deixar qualquer um impressionado.
Eles sabem fazer álbuns afinal pra quebrar um pouquinho do gelo You Are The One é a que segue, e quem não sabe e não conhece essa? A linha de teclado é irresistível e é impossível não dançar ou pelo menos bater o pé ouvindo isto! Hora de dar o recado da forma mais animada possível: “Não sei com quem esteve, ou por onde andou, mas eu te amoooo do jeito que você me quiser...”, ãã pronto, eu precisava dizer isso srsrsr...
E finalizando temos You`ll End Up Crying, clima bem pesado, num dueto do Morten com o Pal, destaque para a letra que fala sobre alguém ser extremamente protegido por sua mãe e depois não conseguir seguir em frente, bem o que vou dizer de um cara que escreve: “Você vai chorar com os olhos da sua mãe!”, espetacular.
Não sei o porquê, mas considero Stay On These Roads o álbum mais “A-ha” de todos, talvez por ele nos mostrar toda a diversidade da banda momentos carregados, dançantes, animados, reflexivos... É um álbum muito rico e muito bem explorado adoro, altamente recomendado pra quem não conhece este grupo fabuloso.






sábado, 27 de junho de 2009

A-ha- Scoundrel Days


Qualquer outra banda teria se acomodado com o sucesso do álbum anterior (Hunting High And Low), e teria achado melhor não arriscar um álbum no ano seguinte, e colher os frutos que a sua primeira obra-prima lhe deu, mas não!!
O A-ha sempre foi uma banda de talento e isso nunca lhe faltou em momento algum tanto melodicamente quanto poeticamente; lançado em 1986 o Scoundrel Days é o preferido de muitos fãs (inclusive eu às vezes).
Pra quem começava o álbum anterior com a alegre Take On Me, sente uma diferença gritante com a faixa título que começa tensa, característica que marca esse álbum. O Scoundrel Days é talvez o álbum mais tenso do A-ha, o tema da solidão e angústia é constante, sempre ressaltados pela performance irreparável de Morten Harket, eleito o melhor vocalista europeu daquele ano.
Tenso mas dançante, afinal era década de 80, percebe-se claramente que este álbum é mais técnico e rico em sons que o anterior, e é aqui, que Pal Waaktar começa a mostrar para o mundo do que é capaz, escrevendo canções complexas reflexivas, na qual seria uma marca registrada do A-ha em toda a sua discografia seguinte.
"O Scoundrel exige mais do ouvinte", disse Morten certa vez...
Eu particularmente adoro este álbum, ele não é tão 'açucarado' quanto o primeiro, mas é muito diversificado, em todos os aspectos.
A capa é sugestiva, é como se eles dissessem: "Agora estamos à procura de novos horizontes." Assim como na música Manhattan Skyline na qual depois de toda uma angústia de separação o personagem relata novos horizontes, novas chances...
Em Cry Wolf e We`re Looking For The Whales, a preocupação com a natureza e os animais é evidente.
Maybe, maybe é como se fosse resquícios do álbum anterior, é a que eu menos gosto.
October e Soft Rains of April ganham tons intimistas na voz doce de Morten, trabalhando graves suavemente, é algo a ser sentido.
Enfim Scoundrel Days não é tão conhecido quanto seu antecessor, mas é um álbum especial para muitos, principalmente para aqueles que gostam de devassar essa banda maravilhosa até a última "célula musical".

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A-ha. Hunting High And Low


Farei uma passagem por alguns álbuns do A-ha, emitindo minha própria opinião sobre estas obras de arte, confesso estar um pouco inseguro afinal o A-ha é minha banda preferida e é complicado escrever sobre álbuns tão importantes ainda mais este primeiro que marcou uma geração, portanto mais do que analisar tecnicamente me proponho a transmitir um pouco que cada álbum me passa (tarefa muito complicada eu estando apenas munido de palavras, afinal em se tratando de A-ha, explicar suas melodias e composições utilizando apenas palavras é no mínimo um recurso parco), mas vamos lá...
Hunting High And Low!! O que posso dizer dele? hummmm... Lançado em 1985 o A-ha se mostra para o mundo como uma bomba atômica, vindos da Noruega, um país até então praticamente desconhecido musicalmente falando...
Este álbum trazia musicas como Take On Me e Hunting High And Low no qual marcaram uma década e o coração de muitas pessoas, e ambas traziam clipes que impressionaram em inovação e criatividade (só vendo pra entender mesmo). Take On Me traz uma melodia dançante quase irresistível, (quase eu disse?!), e Hunting High And Low uma composição das mais lindas já registradas em todos os tempos...
Temos outra faixa poderosa que é The Sun Always Shines On Tv, que fala sobre alguém que não acredita mais nas possibilidades positivas numa situação de vida real, pois o sol apenas brilha na Tv.
A voz do vocalista Morten Harket é um espetáculo à parte, é um sobe desce de notas impressionante e feito com uma naturalidade ímpar, somado a seu timbre de voz muito bonito.
Penso eu ser Hunting High And Low o álbum mais "meninão" do A-ha, as letras não tem a profundidade dos álbuns sucessores, não que isso seja ruim notamos em Pal Waaktar um compositor e poeta maravilhoso, qualidade esta que iria se intensificar no decorrer dos trabalhos de um modo vertiginoso, um escritor da alma acima de tudo!
Eu cito "meninão", talvez pelo fato deles (o trio norueguês), trazerem dentro deles naquele momento, aquele espírito jovem de descobertas de novos horizontes que os esperavam e eles agora contemplavam, talvez não acreditando no que havia ocorrido com suas vidas.
Isso se reflete claramente nas letras como em The Blue Sky quando fala em ser um estrangeiro em um país desconhecido, e ser debochado por uma moça pelo seu sotaque...
Ou mesmo em The Living a boys adventure tale, onde ele vive literalmente um 'conto de aventuras de menino'...
Percebo neste disco que o A-ha soma sua melancolia típica, com a esperança de ter alguém por perto lhe ajudando e reparando como em Here I Stand Face The Rain.
O receio de investir em alguém e não conseguir ou perder o seu coração também é notório, como em Take On Me e Love is Reason.
É talvez o álbum no qual eu mais me identifique em relação às letras.
Musicalmente é o mais pop, com melodias muito açucaradas.
Um álbum marcante acima de tudo, muito importante para o A-ha, os alavancou de forma definitiva como um trovão.
Poderiam pensar que era apenas um grande álbum de três jovens bonitinhos, mas os anos seguintes mostrariam muito mais...